Decálogo das Razões da Minha Escrita

O vício da escrita surgiu na minha primeira experiência académica, quando frequentava a instrução primária, onde descobri o prazer de criar histórias e de partilhar a minha visão do mundo nas célebres composições temáticas, marca desses tempos idos. A partir daí, desbravou-se o caminho que me levou até ao planeta da escrita.

Na adolescência enchi cadernos de versos sobre amores, desamores e outras dores, finalizando na minha decisão de me tornar professora de Português. As palavras passaram a ser o meu instrumento de trabalho, com a possibilidade de transformar a minha sala de aula num autêntico laboratório para as minhas experiências literárias, trazendo-me, agora, até ti.

São muitas as razões por que escrevo.

1. Escrevo porque as palavras são o vício desde que me lembro de ser gente pensante.

2. Escrevo porque as palavras são um membro extra(ordinário) do meu corpo.

3. Escrevo porque o meu corpo tem urgência de expulsar as palavras que me habitam.

4. Escrevo porque as palavras aprisionadas na minha cabeça reivindicam morar numa folha de papel ou num documento word.

5. Escrevo porque as minhas estórias aguardam chegar à terra prometida: o(s) livro(s) que estou a escrever.

6. Escrevo porque quero ser ponte que me leva aos outros.

7. Escrevo porque é urgente alimentar a memória (a minha e a dos outros).

8. Escrevo porque é a única forma de resistir à erosão do tempo.

9. Escrevo porque assim posso morar nas estórias, vivendo outras vidas e dando voz às vozes que vivem na minha cabeça.

10. Escrevo porque podia não fazê-lo, mas se não escrevesse não seria eu.

Sendo apaixonada por palavras que contam estórias e por estórias que transformam quem as lê, acredito na escrita como gesto criativo que se faz ponte afetiva, abrindo caminhos para uma cidadania mais sensível e consciente, especialmente no universo infantojuvenil, onde a imaginação tem asas e o afeto tem voz.

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