Medos tenho muitos
e para todas as ocasiões.
De manhã ao deitar
o Medo espreita-me em todo o lado:
medo de acordar tarde
medo de perder o autocarro
medo de não saber a resposta
medo de verbalizar o meu pensamento
medo de calar os meus sentimentos
medo de falhar
medo de não encaixar
medo de não ser suficiente
medo de perder quem amo
medo de partir
medo de ficar
medo de não conseguir respirar.
O meu maior medo:
ACORDAR E DEIXAR DE TER MEDO!

Sendo apaixonada por palavras que contam estórias e por estórias que transformam quem as lê, acredito na escrita como gesto criativo que se faz ponte afetiva, abrindo caminhos para uma cidadania mais sensível e consciente, especialmente no universo infantojuvenil, onde a imaginação tem asas e o afeto tem voz.
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